Em Coimbra um dos centros de saúde situa-se numa antiga sede da PIDE. As intervenções no espaço foram mínimas e muito do mobiliário que por lá está ainda é de então. Hoje uma das doentes repetia na sala de espera que era num quarto escuro que se sentiria bem. Um quarto onde ninguém lhe falasse. Um quarto onde ninguém lhe perguntasse se queria comer. Um quarto sem mais ninguém. Um quarto sem esbirro nem espirro. Queria estar afastada de tudo e todos. Será que sabia que estava onde já assim se esteve sem se querer? O edifício continua sem assinalar esse seu passado, o que até já foi denunciado. Mas... O não apaguem a memória não pode parar.
Sectarismo, fanatismo e combate cultural
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O tema desta crónica ganha relevância nos tempos que correm, quando os dois
grandes campos do combate político global dos últimos dois séculos, o da
democr...
Há 3 dias
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